No segundo encontro MEX de abril, o auditório na sede da Electrolux em Curitiba foi palco de uma provocativa palestra sobre Liderança 5.0, ministrada pelo prof. Carlos Piazza . Com uma
abordagem que misturou filosofia, antropologia e futurismo, Piazza desafiou as presentes a repensarem os modelos tradicionais de gestão em um mundo em acelerada transformação.
Qual é o perfil ideal da liderança, em um mundo que atravessa profundas e aceleradas transformações? Para refletir sobre essa inquietante pergunta, o MEX trouxe à Curitiba mais uma vez o
prof. Carlos Piazza , reconhecido futurista, conselheiro corporativo, escritor e polímata que se destaca por sua capacidade de desafiar o pensamento convencional.
As executivas que tiveram a oportunidade de comparecer ao encontro foram surpreendidas por uma manhã de muitas perguntas, outras tantas reflexões e o alerta do convidado que foi seguro
na construção de sua abordagem: a exigência de lideranças mais adaptativas e conscientes das complexidades contemporâneas, estimulando as participantes a repensarem suas próprias
práticas e perspectivas de gestão.
A recepção das executivas do MEX foi feita pela equipe da Electrolux e teve como anfitriã Valéria Balasteguim, Vice-Presidente de Pessoas e Comunicação da Electrolux, na América Latina.
Confira a seguir alguns dos trechos desse encontro.
Para Piazza, a Liderança 5.0 exige uma flexibilidade extrema que muitos ainda não aprenderam a ter. Um dos pontos centrais da palestra foi a necessidade de adaptação contínua. “Tenho uma capacidade muito legal de me abstrair de coisas que defendi, e as pessoas dizem que sou um cara esquisito, que não mantenho coerência sobre absolutamente nada”, brincou o palestrante. “Mas é claro, se o mundo está mudando rapidamente do lado de fora, precisamos fazer uma etiquetagem de atualização frequente, dentro da gente.” O professor criticou duramente a persistência do modelo fordista nas organizações contemporâneas. “O Fordismo te prendeu dentro de um espaço, em uma jornada de 8h às 18h, que é muito mecânico. Agora não, somos muitos mais intelectuais, a força física já não é mais tão necessária, quanto era no início do século, mas continuamos replicando esse modelo. Hoje temos robôs que podem fazer boa parte do trabalho mecânico e rotineiro é um absurdo expor as pessoas ainda a isso”, questionando por que ainda mantemos pessoas fazendo trabalhos que sensores de 14 centavos poderiam realizar. “O verdadeiro desafio da Liderança 5.0 não está em adotar mais tecnologia, mas em usá-la para liberar o potencial humano e recriar uma humanidade mais saudável e sustentável”, reforçou.