Liderança 5.0: A urgente reconexão com o humano – News Abril 2

25 de maio, 2025 | Escrito por MEX

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No segundo encontro MEX de abril, o auditório na sede da Electrolux em Curitiba foi palco de uma provocativa palestra sobre Liderança 5.0, ministrada pelo prof. Carlos Piazza . Com uma
abordagem que misturou filosofia, antropologia e futurismo, Piazza desafiou as presentes a repensarem os modelos tradicionais de gestão em um mundo em acelerada transformação.

Qual é o perfil ideal da liderança, em um mundo que atravessa profundas e aceleradas transformações? Para refletir sobre essa inquietante pergunta, o MEX trouxe à Curitiba mais uma vez o
prof. Carlos Piazza , reconhecido futurista, conselheiro corporativo, escritor e polímata que se destaca por sua capacidade de desafiar o pensamento convencional.

As executivas que tiveram a oportunidade de comparecer ao encontro foram surpreendidas por uma manhã de muitas perguntas, outras tantas reflexões e o alerta do convidado que foi seguro
na construção de sua abordagem: a exigência de lideranças mais adaptativas e conscientes das complexidades contemporâneas, estimulando as participantes a repensarem suas próprias
práticas e perspectivas de gestão.

A recepção das executivas do MEX foi feita pela equipe da Electrolux e teve como anfitriã Valéria Balasteguim, Vice-Presidente de Pessoas e Comunicação da Electrolux, na América Latina.

Confira a seguir alguns dos trechos desse encontro.

Liderança 5.0: flexibilidade e adaptação

Para Piazza, a Liderança 5.0 exige uma flexibilidade extrema que muitos ainda não aprenderam a ter. Um dos pontos centrais da palestra foi a necessidade de adaptação contínua. “Tenho uma capacidade muito legal de me abstrair de coisas que defendi, e as pessoas dizem que sou um cara esquisito, que não mantenho coerência sobre absolutamente nada”, brincou o palestrante. “Mas é claro, se o mundo está mudando rapidamente do lado de fora, precisamos fazer uma etiquetagem de atualização frequente, dentro da gente.” O professor criticou duramente a persistência do modelo fordista nas organizações contemporâneas. “O Fordismo te prendeu dentro de um espaço, em uma jornada de 8h às 18h, que é muito mecânico. Agora não, somos muitos mais intelectuais, a força física já não é mais tão necessária, quanto era no início do século, mas continuamos replicando esse modelo. Hoje temos robôs que podem fazer boa parte do trabalho mecânico e rotineiro é um absurdo expor as pessoas ainda a isso”, questionando por que ainda mantemos pessoas fazendo trabalhos que sensores de 14 centavos poderiam realizar. “O verdadeiro desafio da Liderança 5.0 não está em adotar mais tecnologia, mas em usá-la para liberar o potencial humano e recriar uma humanidade mais saudável e sustentável”, reforçou.

 

Reflexões para um mundo em mudança

  • O retorno ao humano
    A grande inovação do século é o retorno ao humano puro, o retorno à humanidade possível que perdemos. “No mundo digital, o luxo do futuro é o silêncio, a privacidade e o tempo – perdemos os três de uma tacada só. Se temos que recuperar o silêncio, a privacidade e o tempo, é óbvio que precisamos dar uma parada, porque nosso cérebro não é feito para ser
    estressado.”
  • A crise de saúde mental
    Um aspecto particularmente preocupante abordado por Piazza foi o impacto dos modelos atuais de trabalho na saúde mental. “Temos tanta tecnologia de um lado, tantas possibilidades de abundância, mas é um mundo doente”, lamentou. “O problema de saúde mental vem atacando todo mundo. Parece que amanhecemos pegos por uma revoada de vampiros. As
    pessoas, às vezes, não sabem mais nem por que nasceram, se sentem pobres átomos do universo”, descreveu.
  • A longevidade e seus dilemas
    “Você gostaria de viver 300 anos? Você gostaria de viver para sempre? Para mim, isso é um castigo sem fim. Vamos ter tecnologia que vai nos levar aos 140, 150 anos. Pela idade biológica, poderemos chegar até os 125 anos, mas depois disso só sendo um ciborgue, começando a receber dispositivos eletrônicos para fazer seu corpo funcionar. Além disso, do ponto de vista de previdência, de onde sairão os recursos para remunerar a aposentadoria de quem vai viver 150 anos, sabendo que não teremos o volume de nascimentos para suportar esses custos?”
  • Sobre o futuro
    “Como futurista, acho esquisitíssimo trabalhar com futurismo, porque futuro não existe. Eu trabalho com uma coisa que não existe. Não espere que o futuro salve sua vida, porque o futuro não é nada. Ele é só um acúmulo das consequências, ‘ad infinitum’, do que você viu, do que não viu, do que viu e preferiu não agir, do que viu e comprou brigas que depois desistiu.
    A cada ciclo de consequências, estou escolhendo meu futuro”.
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