“Mais que alimento: produzimos momentos” – MEX entrevista César Kulpa, CEO da Romanha.

20 de agosto, 2025 | Escrito por MEX

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César Kulpa, CEO da Romanha, empresa de produtos alimentícios, revela sua filosofia de gestão baseada em um princípio simples: gostar de pessoas. Nessa conversa, César compartilha como essa abordagem humana se tornou o diferencial da empresa ao longo dos anos. Confira!

Mais que alimento: produzimos momentos!

MEX BRASIL – Quais são as competências que você valoriza nos profissionais para que ingressem no time da Romanha?

César Kulpa – Eu digo que para trabalhar aqui, a gente tem que gostar de pessoas. Esse é o princípio básico. E eu gosto bastante de pessoas e sou uma pessoa que ficou sempre muito presente em todas as áreas da empresa. E isso eu carrego sempre. Porque eu acho que isso traz um valor. As pessoas se sentirem parte integrante. Quando a pessoa entra na empresa esse é um ponto de destaque. Afinal, trabalhamos com um produto alimentício que está na mesa de muitos consumidores e isso exige muita responsabilidade. Pensem quantas pessoas estão consumindo o nosso produto nesse momento. Então se sentir parte da Romanha, entender que isso também é sua responsabilidade e gostar do que se faz é fundamental para entregar tudo aquilo que hoje entregamos ao mercado.

 

MEX BRASIL – No encontro com o MEX você realmente deixou claro que gosta de gente. O que você aprende com as pessoas?

César Kulpa – Muita coisa. Eu acredito que a gente só aprende quando de fato tem a mente aberta pra isso e  escuta as pessoas. Tanto em chão de fábrica, quanto no cliente. A essência de nossos avanços, na verdade, está justamente de ter o entendimento das pessoas, o que elas buscam, o que elas procuram. Porque às vezes podemos pensar que estamos no caminho. E às vezes não. O entendimento, muitas vezes, que a gente tem em relação à expectativa do consumidor, pode ter uma distância. Se eu não tiver essa proximidade, vamos perder oportunidades. Mas também é necessário saber dosar isso. Nos negócios eu valorizo bastante os indicadores, e hoje a gente vem trabalhando muito isso. Meu filho está me ajudando
nesse processo, porque como eu gosto muito de pessoas, acabo me envolvendo emocionalmente. E isso para o negócio, muitas vezes, pode ser danoso. Porque a gente toma partido. Não podemos deixar a sensibilidade de lado, mas é preciso, em primeiro lugar, olhar para que o negócio consiga dar a condição, a sustentabilidade e a perenidade para as futuras gerações, porque não tem como ser diferente. O equilíbrio sempre é o melhor caminho.

 

MEX BRASIL – Você falou sobre seu filho e vocês vêm de uma construção de uma empresa familiar. Você já pensa em sucessão?

César Kulpa – A questão de sucessão familiar é algo desafiador, certamente. O meu filho hoje já é o Diretor de Operações e está bastante envolvido em toda a dinâmica da empresa. E posso dizer para vocês que é uma grata surpresa. A gente está se preparando para esse momento, mas se ele não tiver interesse, obviamente a gente vai acabar profissionalizando a
gestão. Para isso já iniciamos um processo de governança. Mas eu acredito que ele tem um perfil para isso. Ele hoje está com 34 anos. Também minha filha, trabalhou por muitos anos em uma grande empresa de auditoria, com larga experiência em
consultoria e gestão. Hoje ela não atua na área, mas é uma menina que tem um conhecimento muito importante. Pouco a pouco está se interessando no negócio. Atualmente ela mora no litoral de Santa Catarina, mas acredito que mesmo à distância vai poder nos ajudar. Então já estou passando algumas coisas para ela já começar a auditar para nós.

 

MEX BRASIL – Aquele menino de 18 anos, que buscava uma ocupação quando saísse do quartel, está satisfeito com o  empresário de hoje?

César Kulpa – Ah, eu acho que sim. Eu me sinto muito grato por tudo que eu tive e que eu tenho. Certamente nessa trajetória eu passei por alguns momentos muito desafiadores. Mas eu digo que a gente vai amadurecendo, a gente vai criando uma casca que é imprescindível para a vida. E a gente vai aprendendo a ter um olhar diferente também. Então, sim, posso dizer para o menino que ele deu certo.

 

MEX BRASIL – Como é que você se desenvolveu ao longo de tantas décadas? Você nos contou que sua grande escola foi realmente a Romanha. Como isso aconteceu?

César Kulpa –Network. O segredo está no network. Quando a gente acha que sabe tudo na vida, a gente não aprende. E a troca de experiências, ela tem que ser com visões distintas. Se eu for conviver com pessoas exclusivamente do meu setor, eu vou ficar limitado. Então, esse tipo de encontro do MEX, por exemplo, eu valorizo muito, porque é aí que a gente realmente cresce, troca experiência. Quando você ocupa um nível de C-Level, que é o número um da empresa, você na verdade está em uma cadeira isolada, a gente está sempre muito sozinho. Logo, buscar pares que você possa trocar experiências, impressões. Essa é uma troca de experiência bastante rica. Então, posso afirmar que o meu desenvolvimento foi muito assim. Onde eu realmente mais aprendi foi no Network.

 

MEX BRASIL – O que esperar da Romanha daqui a 10, 20 anos?

César Kulpa – Olha, acredito que a Romanha tenha potencial pra ser uma das maiores empresas de massas
frescas do país. Hoje a massa desidratada representa apenas 10% do nosso negócio, todo o resto é massa
fresca. Temos cerca de 250 empregados e estamos investindo pesado em novas tecnologias. A gente já
desenvolveu linhas que são semiautomáticas e com isso conseguimos ter uma produtividade maior em relação a alguns concorrentes. Mas esse é só o início, temos projetos de ser ainda mais automatizados, e assim em nossos planos também está o investimento no desenvolvimento e capacitação dos nossos empregados. Estamos justamente agora trabalhando no estabelecimento de boas parcerias comerciais em outras regiões, para ampliar nossa capilaridade. O nosso produto, na  hora que entrar no PDV (ponto de venda), performa muito bem e com parcerias e crescimento planejado conseguiremos ampliar a entrega de massas frescas e demais produtos Romanha para muitas outras regiões. Com tudo isso, acredito que poderemos ser uma empresa referência não só em nível local, mas também internacional nos próximos 10 ou 20 anos. Agora é lógico que esse crescimento é um desafio robusto, porque o país é muito grande. Quando a gente fala de logística, atualmente é possivelmente nosso maior custo. Por isso que a tecnologia já está ajudando em muitos processos e acreditamos que nos ajudará ainda mais no futuro.

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