MEX se une à essa causa Curitiba Violência Zero – News MEX Março

23 de março, 2026 | Escrito por MEX

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Com a forte proposição de que Silêncio nunca salvou vidas. Mas ação salva futuros o Programa Curitiba Violência Zero foi lançado em março e contou com a participação das executivas MEX que conheceram os objetivos da iniciativa para se juntar à causa.

Em busca de um futuro mais seguro e humano para mulheres e meninas em Curitiba e região, a iniciativa faz parte do case prático do Programa de Formação de Líderes 2025, sob a coordenação da Lapidus e do Diretivo RH.

O evento de lançamento aconteceu na Associação Volvo e contou com a presença inspiradora de Luiza Helena Trajano, que reforçou que enfrentar a violência exige mais do que intenção: pede articulação, responsabilidade compartilhada e ação contínua.

Março também foi mês de visita técnica à Câmara Municipal de Curitiba

O mês de março também trouxe às executivas MEX a oportunidade de conhecer o funcionamento da Câmara Municipal e suas instalações. A visita técnica foi coordenada pela vereadora Indiara Barbosa, que também faz parte do MEX, desde quando era executiva na PWC. Confira os detalhes deste evento extra!

O combate à violência exige ação de todos

O Brasil vive uma das maiores crises de violência de gênero do mundo. Nos últimos 15 anos, os registros de feminicídio cresceram de forma contínua, atingindo níveis recordes. Segundo dados recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, o país registrou 3.870 tentativas de feminicídio em 2024, aumento de 19%, que contabilizam a terrível taxa de 1.492 feminicídios, ou seja, em média quatro mulheres são assassinadas por dia. A violência contra mulheres cresceu mesmo em anos de queda geral nos homicídios. 64% ocorrem dentro da residência da vítima. Enquanto 80% dos feminicídios são cometidos por parceiros ou ex-parceiros.
O projeto prático do Grupo de Formação de Líderes 2025/2026 do Diretivo RH, coordenado pela Lapidus Network, visa justamente enfrentar a violência contra as mulheres em três frentes complementares: no âmbito interno das empresas; no entorno das organizações e em suas cadeias de valor e relacionamento (fornecedores e parceiros); e no nível da cidade, envolvendo Curitiba e a Região Metropolitana. Desenvolvido por 36 participantes, o projeto ocorreu em fases: iniciou em junho de 2025, com a sensibilização sobre o tema, passando por uma pesquisa junto às suas empresas de origem, até a elaboração de sugestões de ações para os três níveis. Agora o projeto quer a adesão do maior número possível de pessoas.

Evento contou com presenças importantes

Autoridades, empresários, diretores de RH e líderes das maiores empresas do Paraná, executivas do MEX e muitos funcionários das empresas participantes prestigiaram o evento, que contou com a especial participação da empresária Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração da Magazine Luiza e presidente do Grupo Mulheres do Brasil, Marli Teixeira Leite, Secretária da Mulher e Igualdade Étnico-Racial em Curitiba, as vereadoras Indiara Barbosa e Laís Leão e o senador Flávio Arns. Quem também prestigiou o momento foi a ativista Maria da Penha, que gravou um depoimento especial para o momento. O painel foi coordenado por Ricardo Nanami, diretor de Soluções e Serviços de RH da Volvo do Brasil e Regina Arns, diretora da Lapidus Network.

     

Como é possível juntar-se à essa causa

Você reconhece sinais de violência e assédio? Sua empresa está preparada para lidar com essa realidade? Aqui você encontra formas de como pode contribuir com a causa e transformar a vida de muitas mulheres.

O Programa Curitiba Violência Zero criou um diagnóstico objetivo para avaliar seu radar pessoal contra abusos e o nível de maturidade da sua organização no enfrentamento desse problema. Cada executiva MEX tem um papel fundamental nesta jornada, como forte influenciadora em suas organizações, na sua família e pessoas de convívio. Silêncio nunca salvou vidas, mas ação salva futuros!

Para acessar os detalhes do Projeto clique no link: INÍCIO | Case Social 2025

Opinião de quem se fez presente na iniciativa

Muitas executivas estiveram presentes ao evento de lançamento do Projeto Curitiba Violência Zero. Nós conversamos com algumas das participantes para sabeer suas opiniões sobre o evento e os próximos passos possíveis de serem implementados.

Mais do que um conceito, o projeto se apresentou como algo viável, passível de implementação por empresas, empreendedores e representantes do setor público. Esse caráter prático contribuiu para que a iniciativa deixasse de ser apenas uma ideia inspiradora e se configurasse como um caminho possível. Houve, de fato, a sensação de que uma semente foi plantada — a de que é possível agir e gerar impacto real. Foi um evento que não apenas inspirou, mas convocou à ação. Saí com a convicção de que estamos diante de um movimento potente, necessário e, sobretudo, realizável.
Bruna Marconatto – Head de Pessoas Nutrimental

 

Achei um tema muito importante e em alta, considerando os acontecimentos que temos visto nos últimos meses sobre o aumento da violência contra a mulher. E sem dúvida, esse é um debate essencial para que as empresas sejam aliadas nessa causa. O exemplo real da Luiza Helena, no evento, com as dicas de como estruturar a iniciativa foram bem importanteS. A forma prática do projeto dividindo em pilares — Interno, Entorno e Cidade — já apresentei como ideia para continuarmos evoluindo nesse assunto aqui na Kellanova. Mas certamente o maior desafio é quebrar alguns tabus, como aquele que diz ‘briga de marido e mulher não se mete a colher’, e de fato colocar a prevenção como prioridade da organização. Isso começa com a alta liderança e se cascateia para todos os níveis.
Juliana Pereira França –  HR Lead Supply Chain MARS Snacking

 

Foi muito bacana participar e ver tudo isso acontecendo tão perto da gente, aqui na nossa cidade. Me impactou também a qualidade das pessoas que estavam na plateia e também o entusiasmo dos embaixadores — as pessoas que tiveram a formação e estão multiplicando todo o conhecimento e o projeto. A frase dita por Luísa Trajano marcou: “Por onde começar? Comece.” Acredito nisso — que a gente precisa caminhar em frente, em qualquer situação. E caminhando, abrimos espaço para um lugar melhor para toda a sociedade. Saímos muito animadas e logo conversei com minha irmã, presidente do Grupo Opet. Decidimos: vamos começar. Temos 400 colaboradores e cerca de 5 mil alunos. Quando multiplicamos essa ação para famílias, amigos e conhecidos, tudo ficará ainda maior. Já temos agenda marcada para conversar e fazer o projeto acontecer em nossas realidades.

Daniele Karam – Diretora de Governança e Finanças Grupo Opet

MEX vai à Câmara Municipal de Curitiba

Em março, executivas do MEX fizeram uma visita técnica à Câmara Municipal de Curitiba a convite da vereadora Indiara Barbosa. O encontro serviu para discutir a importância da participação feminina na política e conhecer também um pouco sobre a estrutura organizacional do espaço público.

Você sabia que no Brasil só 15-17% dos representantes do povo nas Câmeras Municipais são mulheres, embora elas representem mais de 52% do eleitorado? Curitiba é exemplo positivo. Desde a última eleição, o número de vereadoras subiu de oito para treze, um aumento de mais de 30%. Isso inspira, especialmente ao ingresso de mulheres mais jovens na cena política como as vereadoras Laís Leão e Camilla Gonda que têm representado um movimento ascendente de interesse. Mas por que as mulheres não se interessam tanto pela política? Há inúmeras causas, conforme apontado no encontro. A política muitas vezes é vista como corrupta, o que afasta as pessoas. Mas a presença de mais mulheres é chave para mudar isso e olhar com mais atenção para políticas como, por exemplo, educação, saúde e combate à violência. As mulheres representam mais da metade da população e precisam influenciar as decisões. O que falta, segundo a discussão no dia, são candidatas mais preparadas. “É preciso união e conexões para que as mulheres ganhem protagonismo”, destacou a vereadora Indiara que somou vozes a também anfitriã do evento, a vereadora Carlise Kwiatkowski que complementou que as “Mulheres precisam sair da arquibancada e entrar na arena política por propósitos reais”. A questão é que a diversidade, unindo homens e mulheres, agrega mais valor às decisões públicas. No encontro, as executi vas MEX tiveram a oportunidade de conhecer os processos do legislativo e também as dependências da Câmara.

Já há algum tempo queria convidar o MEX para conhecer a Câmara e foi ótimo. Com a participação da vereadora Carlise Kwiatkowski, pudemos contar como é nosso dia a dia, a visão das mulheres sobre os desafios de entrar na política e até a parte técnica do funcionamento da casa. Foi uma troca super válida, acredito realmente que a participação feminina na política aumente na medida em que mais bons exemplos possam ser visto de mulheres atuando na linha de frente destes espaços públicos.

Indiara Barbosa – Vereadora

 

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